1. Informações bibliográficas

Convite a Platão, Giovanni Reale.

Editora Loyola, 2022.

Tradução de Maurício Pagotto Marsola.

178 páginas

  1. Leitura Analítica

O que o livro trata como um todo?

O livro sustenta, de forma introdutória, a grande tese do autor: uma nova maneira de interpretar Platão a partir dos conhecimentos orais que não estão expressados explicitamente nos diálogos do corpus platônico. 

O que exatamente está sendo dito e como?

O livro está dividido em sete capítulos, abrangendo os conceitos fundamentais da doutrina platônica: a questão platônica, a teoria das ideias e da protologia, a dialética, a arte, a concepção do homem e a política do Estado ideal. Ao longo da passagem destes temas capitais para a compreensão do mestre da Academia são desenvolvidas as ideias que suportam uma nova interpretação de Platão.

Qual é o julgamento que adotamos em relação às teses do livro?

O livro reforça a ideia da importância histórica e civilizatória que foi Platão para a civilização ocidental. Considerando a história da filosofia, estamos lendo sobre a gênese de um projeto, de um resgate e de uma proposta de mundo. Os conceitos platônicos estão por trás de todas as conquistas e de todos os esforços dos grandes nomes da humanidade. Platão nos (re)aproximou de um conhecimento que estava mudando e que poderia se perder. 

Qual a importância do livro?

Esta obra é um prelúdio para a Opus Magnum de Giovanni Reale: “Uma nova interpretação de Platão”, fruto da contribuição da escola platônica de Tubingen-Milão. Reale também faz um resgate de um sentido ontológico na doutrina de Platão que não pode ser perdido nem preterido à interpretações modernas que afastam da essência platônica. Parece que a trilha filosófica é constituída sempre de resgates. 

  1. Excertos

Portanto, se queremos compreender Platão, é preciso conferir ao mito seu papel e seu valor; erram tanto aqueles que o querem eliminar, em favor do puro logos, quanto aqueles que o pretendem priorizar e supervalorizar, como se fosse sua superação (mitologia).

O esquema com base no qual Platão explica o mundo sensível é, portanto, claríssimo: há um modelo (mundo ideal), há uma cópia (mundo sensível) e há um Artífice, que fez a cópia valendo-se do modelo.

As Ideias são, com efeito, realidades objetivas absolutas, que, mediante a anamnese, impõem-se como objetos da mente.

O amor (o “amor platônico”) é nostalgia do Absoluto, tensão transcendente em direção ao meta-empírico, força que impulsiona ao nosso originário ser-entre-os-deuses.

E para nós, é Deus a suma medida de todas as realidades. [...] Ora, se alguém quiser tornar-se amigo de um ser tão sublime, é preciso que se faça similar a ele o máximo possível. 

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