Informações Bibliográficas

Eu, robô, Isaac Asimov

Tradução de Aline Sorto Pereira

Editora Alef, 2014

320 páginas

Leitura Analítica

O que o livro trata como um todo?

O livro trata de um tema cada vez mais atual: a robótica, ou, a relação dos seres humanos com autômatos criados pelo próprio homem. 

O que exatamente está sendo dito e como?

O livro é composto por nove contos, escritos em épocas diferentes pelo autor e com temas variados. contendo desde as famosas três leis da robótica (“Andando em Círculos”) até conflitos existenciais em robôs (“Razão”) e um novo mapa mundial (“O conflito evitável”).

Qual é o julgamento que adotamos em relação às teses do livro?

Com a costumeira habilidade, Asimov apresenta questões que acompanham o ser humano desde as primeiras experiências de automação de processos repetitivos. Em histórias declaradas como ficção, o que é cada vez menos verdadeiro, somos apresentados a questões fundamentais que envolvem o nosso relacionamento com as máquinas e usando as máquinas. Os conflitos e os enganos surgem da incapacidade de sustentar o que é verdadeiramente humano para fazer um contraponto com algo que seria apenas “robótico”. As três leis da robótica não constituem um código moral, pois os robôs já são fabricados para seguir essas regras e acabam sendo muito obedientes, mas uma medida de segurança para a humanidade. Descobrir a natureza de uma máquina acaba se tornando um elogio da verdadeira natureza essencialmente humana. 

Qual a importância do livro?

Em tempos de Inteligência Artificial essas reflexões continuam muito pertinentes e, se a vida imita a arte, este é um manual de sobrevivência para um futuro inexorável.

Excertos

O robô agiu como agiu porque ele é o que é.

Nos seres humanos, a ação voluntária é muito mais lenta que a ação por reflexo, mas não era o caso dos robôs. Para eles, é apenas uma questão de liberdade de escolha; de outra maneira, a velocidade das ações livres e das forçadas é a mesma.

Ah, os robôs são tão diferentes dos homens mentalmente?
Muitíssimo diferentes. - Ela se permitiu dar um sorriso gélido. - Os robôs são essencialmente decentes.

[...] não conseguia acreditar que, se o conhecimento fosse perigo, a solução seria a ignorância. Sempre me pareceu que a solução tinha de ser a sabedoria. Não se deveria deixar de olhar para o perigo: ao contrário, deveria-se aprender a lidar cautelosamente com ele.

No final das contas, a Máquina é apenas uma ferramenta, que pode ajudar a humanidade a progredir mais rápido ao tirar o peso dos cálculos e interpretações. A tarefa do cérebro humano continua sendo a que sempre foi: descobrir novos dados a serem analisados e inventar novos conceitos a serem testados.
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