Informações Bibliográficas
Orgulho e Preconceito, jane Austen.
Tradução de M. Angela Santos.
Editora Principis, 2019.
288 páginas
Leitura Analítica
- O que o livro trata como um todo?
O livro é um romance acontecido na Inglaterra rural no século XVIII.
- O que exatamente está sendo dito e como?
A estória é estruturada em 61 capítulos que nos contam as relações entre o núcleo principal dos personagens: o senhor Fitzwilliam Darcy, que representa o orgulho do título, e a senhorita Elizabeth Bennet, que representa o preconceito.
- Qual é o julgamento que adotamos em relação às teses do livro?
Ler livros de épocas e lugares distantes é um exercício de imaginação. O relato do fluxo de um romance marca a diferença dos valores e das circunstâncias para o momento de hoje. É preciso encontrar o que não muda no ser humano, seja o atual, seja o de antigamente. Os desafios e os objetivos mudam apenas de forma e por trás de tudo está sempre o ser humano, com seus problemas e suas maravilhas.
- Qual a importância do livro?
A escolha desta leitura foi baseada na intenção de quebrar um pouco o viés das leituras que eu faço normalmente. É um estória que, externamente, tenha um atrativo maior para o público leitor feminino, mas percebi que isso não é um obstáculo e só acrescenta tonalidades ao grande exercício de imaginação que a leitura propõe. Outra diferença, essa em relação às circunstâncias atuais, é em relação ao cotidiano das pessoas daquele século que não dispunham da quantidade de recursos de entretenimento que temos hoje. O foco estava nos eventos sociais onde a conversa, a interação e os assuntos conversados faziam muita a diferença. Estes eventos giravam em torno de música e literatura, além das habituais demandas sociais, e dava uma qualificação muito nobre e sofisticada à essas interações. Outro deleite para a imaginação.
Excertos
Uma ideia mundialmente consagrada é a de que um homem solteiro, dono de uma grande fortuna, deve estar precisando se casar.
Mas as próprias pessoas modificam-se tanto que há sempre algo de novo nelas que as torna interessantes pelo resto de suas vidas.
Toda a minha vida fui uma criatura egoísta, se não na prática, pelo menos nos princípios. Em criança ensinaram-me o que era certo, mas não me ensinaram a corrigir o meu gênio. Deram-me bons princípios, mas deixaram-me segui-los com base no meu orgulho e no meu conceito.