Informações Bibliográficas

Os egípcios, Isaac Asimov.

Tradução de Luiz Reyes Gil

Editora Planeta Minotauro, 2021

337 páginas.

Leitura Analítica

  1. O que o livro trata como um todo?

O autor pretendeu contar a história do Egito, desde o período pré-dinástico até o Egito moderno (1967). 

  1. O que exatamente está sendo dito e como?

São 14 capítulos que contam a história do Egito, como se fosse uma longa e fascinante crônica. O Egito foi dominado por diversos povos: hicsos, assírios, romanos, gregos, árabes e muçulmanos. Os capítulos cobrem esses períodos. 

  1. Qual é o julgamento que adotamos em relação às teses do livro?

O autor deixou claro que não se proporia a descrever o lado místico do Egito, mas senti falta de argumentos transcendentes e hipóteses baseadas em tradições antigas que explicariam muito melhor alguns fatos. Apesar disso, é interessante conhecer a história oficial do Egito. 

É difícil resenhar um livro que pretende relatar fatos históricos quando ele é contado de maneira linear, reta, sem paradas para refletir e apreciar a paisagem. Os trechos que chamaram a minha atenção revelam apenas o meu desconhecimento histórico daqueles fatos. 

  1. Qual a importância do livro?

Um visitante ao Egito deve conhecer a rica e extensa história que construiu este país admirável e perceber a perenidade das obras que estão lá ainda, depois de séculos de saques e invasões. Claro que o principal do Egito não está nas páginas deste livro, mas colorem com fatos históricos o enredo de uma pátria misteriosa e eterna. 

O talento de ficcionista do autor serviu para enfeitar o texto histórico com o figurino de uma grande novela.

Excertos

A nova cidade de Menes foi construída 25 quilômetros ao sul do extremo do Delta. Ao que parece, os egípcios chamaram a cidade de Jikuptáh (que significa “casa de Ptah”), e é possível que tenha sido desse nome que os gregos derivaram o de Aigyptos, e nós, o de Egito. Mais tarde, a cidade passou a se chamar Menfe, o que levou os gregos a conhecê- la como Mênfis, nome que ela conservaria ao longo da história. Mênfis foi uma importante cidade egípcia durante cerca de três mil e quinhentos anos, e por boa parte desse período foi a capital e a sede da realeza.
Não é de estranhar, portanto, que românticos e místicos acreditem que a civilização egípcia surgiu já plenamente desenvolvida, do nada, que pudesse ter sido levada às margens do Nilo a partir de outro lugar. Uma origem “lógica” poderia ser a Atlântida, sobre a qual escreveu o filósofo grego Platão, um século antes do nascimento de Mâneton.
A produção literária do Médio Império alcançou também alto nível; de fato, mais tarde os egípcios consideraram a época da Dinastia XII como o período clássico de sua literatura. Muito pouco chegou até nossos dias. E só Deus sabe até que ponto aquilo que sobreviveu (por meio dos acidentes da história) pode ser comparado ao que desapareceu. Pela primeira vez, produziu- se uma literatura de tipo secular (isto é, diferente dos mitos e da literatura religiosa). Ou, pelo menos, foi a primeira vez que obras desse tipo conseguiram sobreviver até a nossa época, proporcionando- nos o exemplo mais antigo desse gênero de literatura.
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