Informações Bibliográficas
Tebas, uma outra história
Jorge Angel Livraga
Tradução José Antunes
Edições Nova Acrópole, 2005
190 páginas
Leitura Analítica
- O que o livro trata como um todo?
Como diz o subtítulo da obra, trata-se de uma outra história do Egito, muito superior a um simples guia arqueológico.
- O que exatamente está sendo dito e como?
Os onze capítulos partem da cronologia usualmente aceita acerca do Egito e nos conduzem a uma pátria imaginária e metafísica, mas imaginária só porque está milênios distante de nós. O tom do livro é quente e entusiasmante, de alguém que fala da sua origem. A base de tudo é a “outra história”.
- Qual é o julgamento que adotamos em relação às teses do livro?
O livro é uma cápsula do tempo literária, uma jóia repleta de afirmações e argumentos contundentes sobre uma história mais real e viva. Conforme lemos em um dos capítulos da obra, o mistério da constituição da natureza e do homem são um paralelo para a compreensão dos pilares da edificação de uma civilização perene e eterna.
- Qual a importância do livro?
Egito escreve através do Nilo que corta o país do sul para o norte, do Sol que nasce no leste de Tebas e se põe no oeste, dos seus monumentos e templos construídos para serem eternos, uma lição atemporal e imprescindível. Tebas, a capital mágica desse lugar, “existiu antes de qualquer lugar; na origem dos tempos nela estavam a água e a terra, e a criação do Mundo e dos Deuses fez-se em Tebas, graças ao seu Deus, Amon.” (Papiro da época de Ramsés II). O Egito é uma lição viva do que um dia podemos voltar a nos tornar.
Excertos
A fé em que Deus e os Deuses tinham feito o Mundo da melhor maneira possível resgatava-os de toda a angústia existencial, ainda que isso não diminua a sensibilidade, o carinho e a nostalgia, sempre penetrados pela ulterior segurança num destino amparado por uma Ordem Universal, justa e boa
Todos os povos da antiguidade regeram-se por uma Instrução Esotérica sobre a constituição interna, visível e invisível do Universo e do Homem.
Quando um homem se ajoelhava ante um Sacerdote ou punha a fronte no pó diante de um Faraó não o fazia como pessoas poderosas mas sim àquilo que representavam… ulteriormente Deus, a Coroa Sagrada dos mesmos que se ajoelhavam ou prostravam. Em tudo isso existia coisas que hoje já quase se esqueceram: Devoção, Humildade, Bondade, Amor.
Há uma só Vida, que desliza sobre os seus dois pés, a vida e a morte… para repetir o ciclo enquanto houver caminho a percorrer e no final fundir-se com a Alma do Mundo, o Espírito Solar, Amon-Ra, onde mora o Rei do Mundo, no Cósmico: Osíris-o-que-tem-um-só-pé.
Talvez não esteja tudo perdido e se possa num futuro viver, num mundo menos contaminado, outra vez uma Aventura Espiritual. Tebas não é um lugar físico: Tebas é um estado de consciência.