Informações Bibliográficas
Hamlet, William Shakespeare.
Tradução: Barbara Heliodora
Editora Nova Fronteira, 2017
Leitura Analítica
O que o livro trata como um todo?
Trata-se de uma tragédia elisabetana cujos temas principais giram em volta da corrupção que assola o reino da Dinamarca e a consequente degradação das relações humanas.
O que exatamente está sendo dito e como?
Como todo texto dramatúrgico, o enredo é dinâmico e tudo acontece em uma velocidade incrível. A trama é exibida em cinco atos, com várias cenas cada um. Por trás da estrutura tradicional de uma história de vingança, encontramos um estudo profundo da psique humana e a complexidade da ação moral.
Qual é o julgamento que adotamos em relação às teses do livro?
Os conflitos do protagonista da obra, Hamlet, que hesita ante uma mensagem vinda do “além” e duvida da sua própria inteligência e do mundo ao seu redor, marcam um movimento na história da literatura trágica onde o foco sai do destino inexorável e passa para a (in)decisão humana. Há muita coisa podre no reino da Dinamarca e a loucura adotada como máscara por Hamlet é o resultado deste cenário externo corrompido mas também de um cenário interno conturbado e combativo (“Ser ou não ser, eis a questão.”).
Qual a importância do livro?
Como todo grande livro, há sempre camadas de compreensão que cobrem um sentido mais profundo. As questões de vida, morte, política, destino, lei e a relação com o sagrado estão presentes ao longo de toda a obra e as indagações das personagens em frases memoráveis ilustram os dilemas éticos (“Que obra de arte é o homem, como é nobre na razão, como é infinito em faculdades e, na forma e no movimento, como é expressivo e admirável, na ação é como um anjo, em inteligência, como um deus: a beleza do mundo, o paradigma dos animais.”), políticos (“Há algo de podre no reino da Dinamarca”) e sobre o destino (“Ser ou não ser, essa é que é a questão”).
Excertos
Há mais coisas, em céus e terras, do que sonhou nossa filosofia.
E ser honesto, no mundo como anda, é ser um homem entre dez mil.
Que obra de arte é o homem, como é nobre na razão, como é infinito em faculdades e, na forma e no movimento, como é expressivo e admirável, na ação é como um anjo, em inteligência, como um deus: a beleza do mundo, o paradigma dos animais.
Ser ou não ser, essa é que é a questão.
Há algo de pobre no reino da Dinamarca.