Informações Bibliográficas
O universo como resposta, Jorge Angel Livraga.
Tradução de de Marcelle Barros Soares
Edições Nova Acrópole, 2013
Leitura Analítica
O que o livro trata como um todo?
O livro é um compilado de cinco artigos de Jorge Angel Livraga, onde um deles leva o título do livro.
O que exatamente está sendo dito e como?
São cinco artigos: O Universo como Resposta, Sociedade do conforto e teoria do risco, Por que a dor, Que opções o homem tem na vida e Nós, os acropolitanos. À sua maneira, cada artigo fala do assunto principal do livro: a inata natureza humana de ser filósofo e como chegar a esta condição atualmente.
Qual é o julgamento que adotamos em relação às teses do livro?
Ler Jorge Angel Livraga é lembrar que nunca podemos deixar de refletir e manter bem perto de nós algumas verdades e princípios fundamentais. É uma leitura que nunca se esgota, que se revela cada vez mais profundamente quando retornamos à ela e quando tivemos a oportunidade de viver essa história.
Qual a importância do livro?
A importância do livro acompanha a importância de eleger a filosofia como bússola e como mapa para o nosso plano de vida. O autor nos mostra, com palavras simples mas sempre banhados de entusiasmo e amor, que qualquer ser humano tem a possibilidade e o privilégio de escolher um caminho mais consciente, mais pleno e repleto de sentido, que vai iluminar e inspirar a nossa trilha pela vida.
Excertos
O homem é em si mesmo uma pergunta que faz a si mesmo e uma pergunta que faz ao Universo que o rodeia.
Necessitamos de uma Nova Ciência, uma Ciência que nos tire o vício dos interesses criados, uma Ciência que não contenha o sentido da violência. Necessitamos de uma Nova Arte que consiga nos unir outra vez à Beleza, que não se baseie na angústia, mas na verdadeira investigação. Necessitamos de uma Nova Política que possa levar os homens à convivência e à elevação, e não ao choque entre si ou a convivências artificiais. Necessitamos, enfim, de um Novo Mundo. Porém este Mundo já existe. É o próprio Universo. É a Natureza.
Porque o que nos envelhece não é a passagem dos anos; o que nos envelhece, queridos amigos, é sacrificar os sonhos, sacrificar as esperanças. Assim, podemos chegar a ser velhos, ainda que sejamos muito jovens.
Quando escutamos, por exemplo, a música gregoriana em uma catedral gótica, [...], a alma se eleva, se põe de pé, e os braços se abrem como uma magnífica cruz de fogo para receber isso que sentimos dentro de nós.
Cada homem, cada mulher, é tão grande quanto sonha ser; se cada um se atreve a sonhar, a se imaginar grande, profundo, heróico e limpo, o poder da imaginação, o poder da vontade, o poder de querer as coisas a fundo e de coração obra milagres na terra e no céu.